Conta-se que no ano de 590, em Rossano (Calábria, Itália), o eremita Santo Efrém obteve de Maurício, imperador de Constantinopla, a permissão de transformar a gruta em que ele habitava em um templo dedicado a Nossa Senhora.A gruta do eremita ficou encerrada entre muros da nova igreja.
O governador Filípico, cunhado de Maurício, determinou que se pintasse a imagem de Nossa Senhora no fundo da gruta, tendo sido escolhidos hábeis artistas de Bizâncio para esse fim; mas o que era pintado pelos artistas durante o dia desaparecia misteriosamente à noite.
Filípico, desconfiado e aborrecido com o contratempo, ordenou fosse a gruta vigiada.
Estava o guarda em seu posto durante a noite, quando viu surgir repentinamente uma senhora de rara beleza, toda resplandecente e versatilidade de seda alvíssima, a qual lhe pediu que se retirasse.
Na manhã seguinte, informado do extraordinário fato, Filípico dirigiu-se com outras pessoas à gruta, na qual verificaram todos, com grande admiração, estar a imagem de Maria magnificamente pintada no lugar em que os artistas desejavam pintá-la.
A virgem, em sua incomensurável condescendência, havia pintado seu próprio retrato.
Eis por que a imagem tão cara aos corações dos fiéis devotos de Nossa Senhora foi denominada ACHIROPITA, isto é, "não pintada por mão humana".
Etimologia da palavra "Achiropita": A, pregixo grego = não; chiro = mão, pita, de pitturare, = pintar.
A ortografia atual é AQUIROPITA.
Emigrantes calabreses, vindos para São Paulo, trouxeram uma cópia fiel desta imagem, e os padres missionários da Divina Providência ( Obra de Dom Orione / Orionitas ) lhe dedicaram sua igreja, construída com o auxílio de muitos itálianos à rua 13 de maio, 488, São Paulo / SP.
Nossa Senhora Aquiropita, rogai por nós!
Fonte: Livro "Maria e seus títulos gloriosos" de Edésia Aducci, Editora: Loyola.

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